A revolução da mídia participativa
junho 4, 2009
“As redações estão se movimentando para dialogar mais com seus públicos, permitindo que participem mais e que se associem em algumas etapas da produção jornalística. A proliferação dos canais informativos impele jornalistas a produzirem conteúdos diferenciados e em várias camadas de aprofundamento de forma a satisfazerem públicos heterogêneos. Com isso, os agentes da informação tentam encontrar formas para fidelizar seus públicos, preocupação até então restrita aos publicitários e aos criadores da indústria midiática. Já se ouve falar de jornalismo de imersão, de associação de games a noticiários e do cada vez mais influente jornalismo participativo. São novos tempos.”
O blog Monitorando traz uma bela análise sobre o livro de Henry Jenkins, Cultura da Convergência. Nessa obra, Jenkins destaca que essa convergência não se restringe ao desenvolvimento de aparatos tecnológicos, mas sim uma “transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos”. Ou seja, não se trata de uma convergência que acontece por meio dos aparelhos, mas “dentro dos cérebros de consumidores individuais e em suas interações sociais com outros”.
Nesse novo cenário apontado por Jenkins, na cultura da convergência, novas e velhas mídias colidem, mídias corporativas e alternativas acabam se cruzando e os poderes de consumidores e produtores interagem de formas imprevisíveis.
A GloboNews fez uma boa entrevista com Henry Jenkins. Assista aqui.
Entry Filed under: Comunicação, Jornalismo, Mídia social. Etiquetas: Cultura da Convergência, Henry Jenkins.
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